TRE-SC encerra disputa judicial sobre candidatura de Bismark e mantém vaga de Paulinha

Anulação dos quase 14 mil votos do influenciador e humorista que concorreu a deputado federal era a esperança do MDB para conquistar uma cadeira a mais

O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina publicou, na manhã desta quinta-feira, 15 de outubro, a certidão de trânsito em julgado do processo de registro de candidatura do influenciador e humorista Bismark Fábio Fugazza, conhecido como Bismark do Canal Hipócritas, do Podemos. Como não houve recurso da Procuradoria Regional Eleitoral ao Tribunal Superior Eleitoral, fica encerrada a possibilidade de anulação dos 13.994 votos recebidos pelo candidato nas eleições para deputado federal.

A votação de Bismark foi importante para que o Podemos atingisse o percentual necessário do quociente eleitoral e participasse da distribuição das vagas restantes, conhecidas como sobras eleitorais. Com isso, a cadeira ficou com a deputada federal eleita Paulinha, do Podemos, que recebeu 92.598 votos. A situação jurídica de Bismark era acompanhada pelo MDB, que buscava uma vaga adicional para o deputado federal não reeleito Valdir Cobalchini.

Cobalchini recebeu 99.751 votos e afirmou que continuaria buscando, pelos caminhos legais, o restabelecimento do mandato. O MDB também avaliava os efeitos da situação eleitoral do ex-prefeito de Três Barras, Elói Quege, que recebeu 27.289 votos, mas foi considerado inelegível pela Justiça Eleitoral. No entanto, a validação desses votos, por si só, não seria suficiente para garantir uma cadeira extra ao partido.

A candidatura de Bismark havia sido questionada por causa de uma condenação no Tribunal Regional Federal da 4ª Região por apropriação indébita, relacionada à comercialização de contêineres federais. Os efeitos da condenação estão suspensos por uma medida cautelar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça. Com o encerramento do processo eleitoral no TRE-SC, os votos de Bismark não poderão mais ser anulados nesse procedimento, e a vaga conquistada por Paulinha fica mantida, mesmo que a medida cautelar seja posteriormente derrubada.

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Publicado em:

16/10/2026

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