Um projeto que avança no Senado Federal pode permitir a fabricação nacional da tirzepatida, princípio ativo do medicamento Mounjaro, conhecido popularmente como caneta emagrecedora. A proposta prevê a chamada licença compulsória, conhecida como quebra de patente, para ampliar o acesso ao tratamento de obesidade e diabetes no país, inclusive futuramente pelo SUS.
O debate ganhou força após a Anvisa autorizar o uso do medicamento para crianças e adolescentes a partir dos 10 anos com diabetes tipo 2. O projeto é de autoria da senadora Eudócia Caldas e prevê que a quebra de patente possa ocorrer em casos de preços elevados, baixa oferta do remédio e impacto relevante na saúde pública. A intenção é reduzir custos e ampliar a distribuição do medicamento no Brasil.
Especialistas alertam, no entanto, que o uso da tirzepatida exige acompanhamento médico rigoroso. Em entrevista à Rádio Senado, o cirurgião José Afonso Salé afirmou que o tratamento deve envolver avaliação individualizada, suporte nutricional e controle contínuo. O projeto ainda precisa passar por comissões do Senado e, depois, seguir para análise da Câmara dos Deputados.







