TCU aponta inconsistências em mais de 13 milhões de CPFs no Brasil
O Tribunal de Contas da União determinou que a Receita Federal apresente, em até 90 dias, um plano para corrigir inconsistências encontradas na base de dados do CPF. A auditoria identificou um excedente de cerca de 13 milhões de registros em comparação aos dados do Censo 2022 do IBGE. Segundo o relatório, havia mais de 216 milhões de CPFs regulares de pessoas nascidas antes de 2022, enquanto o Censo contabilizou pouco mais de 203 milhões de habitantes no país.
O TCU reconheceu que parte da diferença pode ser explicada pela existência de brasileiros no exterior e estrangeiros cadastrados no CPF, mas considerou o número elevado. A principal suspeita é de falhas na atualização de registros de óbito, mantendo CPFs ativos mesmo após a morte dos titulares. O problema aparece com mais força entre idosos acima de 80 anos. No grupo de pessoas com 100 anos ou mais, por exemplo, a base do CPF registra quase 350 mil cadastros, enquanto o Censo aponta pouco menos de 38 mil centenários no Brasil.
A auditoria também encontrou mais de 1,3 milhão de títulos de eleitor inválidos vinculados a CPFs e identificou casos de números eleitorais associados a pessoas diferentes. O Tribunal recomendou que a Receita Federal integre os dados do CPF com informações do Tribunal Superior Eleitoral, do INSS e de sistemas de registro de óbitos para melhorar a confiabilidade do cadastro e evitar a manutenção de registros de pessoas falecidas.







