Saiba quais despesas médicas podem ser deduzidas no Imposto de Renda

Contribuintes que ainda não enviaram a declaração do Imposto de Renda 2026 precisam ficar atentos às regras para dedução de despesas médicas. O prazo termina na próxima sexta-feira, 29, e muitos gastos com saúde ainda causam dúvidas por causa da legislação considerada defasada por especialistas. Diferente de outras despesas, os gastos médicos aceitos pela Receita Federal não têm limite para dedução.

Consultas, exames e terapias com profissionais habilitados podem ser abatidos da base de cálculo do imposto. Equipamentos considerados essenciais para locomoção e qualidade de vida, como cadeiras de rodas, próteses ortopédicas e aparelhos corretivos, também entram na lista. Para garantir o benefício, é necessário apresentar receituário médico e nota fiscal em nome do paciente.

Por outro lado, diversos itens seguem fora das regras de dedução. Medicamentos comprados em farmácia, vacinas particulares, aparelhos para apneia do sono, muletas e bengalas normalmente não podem ser abatidos. A exceção vale quando medicamentos fazem parte da conta hospitalar durante internação. Gastos com deslocamento e hospedagem para tratamento médico também não entram na declaração.

A legislação atual também deixa de fora despesas com profissionais que ganharam espaço nos tratamentos de saúde nos últimos anos, como nutricionistas e quiropratas. Outra reclamação frequente envolve os cuidadores de idosos. Mesmo sendo considerados essenciais para muitas famílias, os pagamentos feitos a cuidadores particulares não podem ser deduzidos no Imposto de Renda.

Especialistas defendem uma atualização das regras para acompanhar as mudanças da sociedade e das necessidades de saúde da população. Segundo auditores e profissionais da área contábil, a pressão popular e debates no Congresso podem ajudar a modernizar a legislação e ampliar a lista de despesas aceitas pela Receita Federal.

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Publicado em:

20/05/2026

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