Mais de 8,6 milhões de brasileiros votaram sem a confirmação da impressão digital no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, realizado no domingo, 25 de outubro. Os dados fazem parte de um levantamento divulgado pelo Jornal Razão nesta quinta-feira, 29, com base em boletins de urna disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral, o TSE.
Segundo o levantamento, foram 8 milhões, 632 mil, 488 eleitores nessa situação, o equivalente a aproximadamente 6,7% do total de pessoas que compareceram às urnas em todo o país.
Em Santa Catarina, 357 mil, 632 eleitores votaram sem a validação biométrica, representando 7,5% do comparecimento no estado. O percentual ficou acima da média nacional, conforme os números divulgados pela publicação.
O procedimento, no entanto, é previsto pelas regras eleitorais. Quando a impressão digital não é reconhecida após até quatro tentativas, ou quando o eleitor não possui biometria cadastrada, a votação pode ser autorizada por meios alternativos de identificação. Nesses casos, o mesário confere os documentos e os dados do eleitor, incluindo o ano de nascimento, além de registrar sua própria identificação biométrica e recolher a assinatura do votante.
O TSE esclarece que a ausência de reconhecimento da digital não significa que o eleitor tenha votado sem identificação, nem comprova a ocorrência de fraude eleitoral. Em comparação com o segundo turno de 2022, quando aproximadamente 10 milhões de eleitores votaram sem confirmação biométrica, o levantamento aponta uma redução desse número em 2026. A votação por meio alternativo é permitida pela legislação e conta com mecanismos de registro e fiscalização.






