FPA cobra de Lula soluções para as dívidas rurais e defende interesses dos produtores

A Frente Parlamentar da Agropecuária, a FPA, sinalizou que manterá uma relação de diálogo com o governo Lula, mas promete cobrar medidas que prejudiquem o setor rural. O presidente da bancada, Pedro Lupion, afirmou que a entidade não existe para atender ao governo, mas para defender os interesses dos produtores. A FPA apoiou oficialmente Flávio Bolsonaro na eleição, e a relação com o governo reeleito de Lula será marcada pela divergência política e pela negociação em pautas de interesse do agronegócio.

O principal desafio neste momento é a renegociação das dívidas rurais. Segundo os dados apresentados pela bancada, até segunda-feira, 26 de outubro, haviam sido contratados cerca de 14 bilhões e 300 milhões de reais por meio da Medida Provisória 1.376, de 2026. O valor está abaixo da expectativa do Ministério da Fazenda, que estimava aproximadamente 100 bilhões de reais em renegociações. Entre as dificuldades apontadas pelos produtores estão a exigência de entrada de 15% do valor da dívida e a apresentação de novas garantias, mesmo quando já existem garantias vinculadas aos contratos originais.

A medida provisória precisa ser analisada pelo Congresso Nacional até 11 de novembro. A FPA articula mudanças nas regras para facilitar o acesso à renegociação, incluindo a possibilidade de reaproveitamento das garantias já existentes. Pedro Lupion afirma que a bancada apoiará iniciativas do governo quando houver convergência, mas fará oposição às medidas que considerar prejudiciais ao campo. Para os produtores rurais, o resultado desse diálogo será decisivo para reorganizar as dívidas, recuperar o acesso ao crédito e garantir condições para o planejamento das próximas safras.

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Publicado em:

28/10/2026

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