Santa Catarina já conta com dez selos de Indicações Geográficas (IGs), que reconhecem e certificam a qualidade e a identidade de produtos ligados a regiões específicas. A iniciativa fortalece a reputação de itens locais e cria vínculos que vão além do consumo, transformando-os também em referências turísticas e gastronômicas. Exemplos como a maçã Fuji da Serra Catarinense e a erva-mate do Planalto Norte foram apresentados pelo assessor técnico do Sebrae, Alan Klaumann, durante reunião da Comissão de Agricultura e de Desenvolvimento Rural nesta quarta-feira (27).
Segundo Klaumann, os selos funcionam como motores de desenvolvimento, movimentando a economia e fortalecendo a imagem do agronegócio catarinense. Atualmente, o Estado projeta mais nove registros de IGs, e o Sebrae já acompanha mais de 20 mil agricultores. “Essa notoriedade atrai turistas e cria identidade, além de combater a falsificação de produtos”, destacou o especialista, lembrando que países como a Itália são referência mundial no setor, movimentando bilhões de reais com essa prática.
O presidente da comissão, deputado Altair Silva (PP), ressaltou que Santa Catarina ainda tem muito espaço para avançar nesse campo, agregando valor e reconhecimento ao agronegócio local. Durante a reunião, os parlamentares também aprovaram cinco requerimentos, incluindo a realização de uma audiência pública na Ceasa de Joinville, que discutirá a reforma do espaço. A data do encontro será confirmada nos próximos dias.







