Inflação, no Brasil, será de quatro e meio por cento neste ano.
Essa é a projeção de momento feita pelo Banco Central, que ouviu a opinião das principais instituições financeiras do país.
O número acende o alerta máximo no governo e pode fazer a taxa básica de juros, a Selic, hoje em 10,75 por cento, patamar considerado alto, subir ainda mais.
Isso porque a projeção de inflação, que está bem acima da meta do Ministério da Fazenda, de três por cento, chegou ao limite máximo da margem de tolerância, que é de quatro e meio.
Uma das formas de o Banco Central segurar os preços é subir os juros.
Isso dificulta que as pessoas peguem dinheiro emprestado para a compra da casa própria ou para trocar de carro, por exemplo.
Ou seja, há um impacto negativo para o cidadão. Porém, com a redução do consumo, os preços tendem a cair.
O mercado financeiro projeta que a Selic vai aumentar mais um ponto, em 2024, e chegar a 11,75 por cento.
A próxima reunião do Banco Central para debater se sobe ou não os juros será no começo de novembro.
A boa notícia trazida pela pesquisa tem relação com o desempenho geral da economia do país.
Isso porque o Banco Central melhorou a projeção sobre o Produto Interno Bruto, o PIB, que deve crescer 3,05 por cento em 2024.







