Progressistas exigem vaga ao senado para apoiar reeleição de Jorginho Melo

Para apoiar a reeleição de Jorginho Mello (PL), o Partido Progressista (PP), do senador catarinense Esperidião Amin, condicionou o acordo político em Santa Catarina à retirada da deputada federal Caroline de Toni (PL) da disputa pelo Senado. A informação foi confirmada pela própria parlamentar em entrevista ao repórter William Fritzke.

Segundo Caroline de Toni, a pressão surgiu a partir de um entendimento nacional entre PP e PL, liderado por Valdemar da Costa Neto. O acordo previa que o senador Esperidião Amin fosse o nome único ao Senado dentro do campo político alinhado ao governador, sem concorrência direta, como condição para o apoio do PP ao projeto de reeleição em Santa Catarina.

Até então, conforme apuração jornalística, o desenho eleitoral estava encaminhado desde 2025, com Caroline de Toni como candidata do PL ao Senado e Esperidião Amin representando o PP, em uma composição considerada consensual. O cenário mudou com a entrada de Carlos Bolsonaro como pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, a pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro, ocupando o espaço que era tratado como garantido para a deputada dentro do PL.

A partir dessa mudança, o PP passou a exigir garantias políticas, incluindo a exclusão de Caroline de Toni da disputa. A deputada afirmou que a condição foi apresentada de forma direta e acompanhada da sinalização de possível intervenção no diretório estadual do PL, caso o arranjo costurado em Brasília não fosse chancelado no Estado.

Diante do impasse, Caroline de Toni disse que deixar o PL passou a ser a única alternativa para manter seu projeto ao Senado. Ela confirmou convites de diferentes partidos e afirmou que o episódio expõe um racha na base do governador. Com as convenções partidárias se aproximando, o futuro da chapa governista e o destino político da deputada seguem indefinidos em Santa Catarina.

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Publicado em:

05/02/2026

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