Mais de 500 produtores rurais participaram na sexta-feira (11) de uma audiência pública em Içara, no Sul de Santa Catarina, para debater o Projeto de Lei 10/2023, que propõe que a classificação do tabaco possa ser realizada diretamente nas propriedades rurais, caso o produtor solicite. Atualmente, a classificação é feita pelas empresas fumageiras após o recebimento do produto, o que, segundo os agricultores, gera falta de transparência e prejuízos.
Reclamações e expectativas
Durante a audiência, produtores relataram que não sabem quanto irão receber pela produção até depois da entrega, o que consideram injusto. Um produtor rural afirmou que a mudança permitiria ao agricultor decidir para quem vender após saber o resultado da classificação, aumentando o poder de negociação. Deputados destacaram que a medida busca equilibrar a relação entre produtores e empresas, valorizando o trabalho rural sem ignorar a importância econômica das fumageiras no estado.
Representantes da indústria do tabaco apontaram preocupação com os custos logísticos e operacionais que a mudança pode gerar, pedindo mais debate para evitar prejuízos. Atualmente, o PL 10/2023 tramita na Comissão de Constituição e Justiça, onde aguarda parecer junto a outros textos apensados.
Santa Catarina responde por 30% da produção nacional de tabaco, atividade que gera bilhões em receita anual e sustenta milhares de famílias em mais de 180 municípios do estado, tornando a discussão essencial para o futuro do setor e para o equilíbrio nas negociações entre produtores e compradores.







