Situação piora, e inflação, no Brasil, será de 4,59 por cento, neste ano.
Essa é a projeção de momento feita pelo Banco Central, que ouviu a opinião das principais instituições financeiras do país.
O número mantém o alerta máximo no governo e pode fazer a taxa básica de juros, a Selic, hoje em 10,75 por cento, patamar considerado alto, subir ainda mais.
Isso porque a projeção de inflação, que está bem acima da meta do Ministério da Fazenda, de três por cento, estourou até o limite da margem de tolerância, que é de quatro e meio.
Uma das formas de o Banco Central segurar os preços é subir os juros.
Isso dificulta que as pessoas peguem dinheiro emprestado para a compra da casa própria ou para trocar de carro, por exemplo.
Ou seja, há um impacto negativo para o cidadão. Porém, com a redução do consumo, os preços tendem a cair.
O mercado financeiro projeta que a Selic vai subir mais um ponto, em 2024, e chegar a 11,75 por cento.
Um novo aumento, aliás, pode ser anunciado na tarde desta quarta-feira, ao término de mais uma reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central.
A boa notícia trazida pela pesquisa tem relação com o desempenho geral da economia do país.
Isso porque o Banco Central melhorou a projeção sobre o Produto Interno Bruto, o PIB, que deve crescer 3,1 por cento, em 2024, puxado, entre outras coisas, pela inflação.







