Em um episódio recente da disputa eleitoral em Canoinhas, a prefeita Juliana Maciel Hoppe teve seu pedido de direito de resposta negado pela Promotoria Eleitoral da cidade. A atual prefeita, juntamente com a coligação “O Trabalho Vai Continuar”, buscava remover um vídeo publicado nas redes sociais pela adversária Tatiane Cristina Carvalho, onde eram feitas críticas à sua gestão, especialmente em relação à educação e à saúde.
No vídeo, Tatiane menciona que a atual administração tenta “calar as vozes da educação” e “mascarar os problemas da saúde”, o que, segundo a prefeita, configuraria um ataque à sua honra. No entanto, a Promotoria Eleitoral considerou que as declarações da adversária não ultrapassaram os limites da crítica política, sendo parte do debate democrático.
O Ministério Público Eleitoral reforçou que o direito de resposta é uma medida excepcional, aplicável apenas em casos de ofensa direta, calúnia ou difamação, o que não foi constatado no caso. A promotora Aline Restel Trennepohl destacou que “o exercício da vida pública exige do político uma certa tolerância aos ataques de seus adversários, em especial durante o período eleitoral“.
Este episódio revela uma tentativa da prefeita de silenciar uma crítica adversária em pleno período eleitoral, algo que foi rechaçado pela Justiça Eleitoral, que defendeu o direito à liberdade de expressão e ao debate político.







