Operação investiga organização que administra UPA de Mafra e outras cidades de Santa Catarina

Foto: MPSC

A UPA Padre Aldo Seidel, em Mafra, foi um dos alvos da operação realizada pelo Ministério Público na manhã desta quinta-feira (07), dentro de uma mobilização nacional contra fraudes no setor da saúde. A ação tem como foco a Organização Social Mahatma Gandhi, investigada por um esquema de desvios que pode ultrapassar R$ 1,6 bilhão de recursos públicos. A entidade administra unidades de saúde em municípios de todo o país, incluindo Mafra, Itapoá e São José, em Santa Catarina.

Em Mafra, a operação foi conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), que esteve na UPA Padre Aldo Seidel para verificar contratos firmados com a Mahatma Gandhi. Segundo a prefeitura, a ação faz parte de investigações que envolvem contratos da organização com o município de Bebedouro, no interior paulista. A administração municipal reforçou que não há envolvimento de servidores ou gestores locais e que todos os atendimentos na UPA seguem normalmente. “A atuação da Polícia Federal na cidade foi apenas para coleta de informações complementares sobre a atuação da organização contratada”, informou a nota.

Em Itapoá, a prefeitura relatou que o Gaeco esteve em todas as unidades de saúde geridas pela Mahatma Gandhi, cumprindo decisão judicial que nomeou um interventor para a gestão. O município afirmou que a operação é direcionada à entidade e não ao poder público local, e que já abriu um novo processo de contratação para substituir a organização. No entanto, a Mahatma Gandhi não venceu a licitação e obteve na Justiça a suspensão do resultado, situação que ainda aguarda decisão definitiva.

Já a Prefeitura de São José informou que não houve operações em seus órgãos e que não foi notificada ou comunicada pelo Ministério Público sobre qualquer ação. No total, em Santa Catarina, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão e um de prisão, além da apreensão de sete celulares, dois computadores, mais de R$ 91 mil em espécie e grande quantia em moedas estrangeiras. As investigações da Operação Duas Caras seguem em vários estados, com suspeitas de fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e emissão de notas fiscais frias e superfaturadas por parte da organização investigada.

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Publicado em:

08/08/2025

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