A Comissão Representativa dos Fumicultores se reuniu nesta segunda-feira, 09 de fevereiro, com as empresas Alliance One, CTA e JTI para dar continuidade às negociações sobre o reajuste da tabela de preços mínimos do tabaco para a safra 2025/2026. Apesar do retorno das companhias à mesa e da sinalização de diálogo, as propostas apresentadas não atingiram o patamar considerado satisfatório pelos produtores e, por isso, não houve assinatura de protocolo.
Segundo a comissão, as avaliações seguem baseadas no custo de produção apurado tecnicamente e no histórico recente das negociações, que em outros momentos garantiram avanços acima do custo calculado. Os representantes afirmam que é possível construir um entendimento sem abandonar esse parâmetro, desde que as empresas apresentem propostas compatíveis com a apuração conjunta e respeitem os fundamentos do Sistema Integrado. No caso da JTI, a comissão informou que houve avanço nesta segunda rodada e que as partes estariam próximas de um consenso.
Mesmo sem acordo, a comissão destacou a postura das empresas, que participaram das reuniões e se dispuseram a tratar do tema com a representação dos fumicultores. Os encontros foram considerados importantes para manter os canais abertos e preservar a lógica negocial do Sistema Integrado de Produção, com foco na busca de conciliação sobre o preço do tabaco.
A representação reforçou o alinhamento das entidades em defesa do fumicultor e da estabilidade da cadeia produtiva. Uma nova rodada de negociações está sendo agendada para sexta-feira, 13 de fevereiro, já com a confirmação da presença da JTI e da BAT. A comissão é formada pela Afubra e pelas Federações da Agricultura e dos Trabalhadores Rurais do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.







