O ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, confirmou nesta quinta-feira que recebeu valores da empresa Maridt, da qual é sócio ao lado de familiares, após a venda de sua participação no resort Tayayá, no interior do Paraná. A transação ocorreu em 2021, antes de o empreendimento mudar de controle em 2025, e agora está sob análise em meio à investigação da Polícia Federal.
Segundo apuração, a Maridt detinha 33% do resort e vendeu sua fatia para um fundo ligado ao então controlado Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro. Toffoli disse que os recursos recebidos foram declarados à Receita Federal e têm origem legal, e que sua participação na empresa é de caráter familiar.
A Polícia Federal pediu ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, que declare Toffoli suspeito de relatar o inquérito que apura fraudes no Banco Master, após encontrar menções ao ministro em mensagens extraídas do celular de Vorcaro apreendido em operação. O conteúdo dessas mensagens está sob segredo de Justiça.
Após a solicitação da PF, Fachin abriu procedimento interno e determinou que Toffoli seja notificado para apresentar defesa. A decisão final sobre sua permanência à frente do inquérito ainda será tomada pelo presidente do Supremo, no momento em que o caso continua a atrair atenção nacional.







