O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta segunda-feira, 8, a suspensão temporária da produção e da aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A medida foi adotada após o registro de 42 episódios de reações severas entre as cerca de 500 mil doses aplicadas em todo o país, casos que agora estão sendo investigados por órgãos de saúde.
Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde, três ocorrências foram classificadas como mais graves. Duas delas resultaram em mortes: uma mulher de 48 anos, que desenvolveu dengue grave com comprometimento neurológico 19 dias após a vacinação, e um homem de 58 anos, que apresentou quadro febril cinco dias depois de receber a dose e evoluiu para dengue grave com choque refratário. Os casos estão sendo analisados pelo Instituto Butantan, pela Anvisa, pelo governo federal e pela rede de saúde.
Apesar da suspensão, o Ministério da Saúde destacou que não há indícios de perda da eficácia da vacina contra a dengue. De acordo com Alexandre Padilha, a decisão segue os protocolos de segurança do Programa Nacional de Imunizações e tem como objetivo identificar possíveis fatores de risco e situações que possam aumentar a ocorrência de reações adversas entre os vacinados.






