Um esquema de sonegação de impostos que usava a venda de celulares foi desmantelado pelo Gaeco na terça-feira, dia 16. A operação, batizada de “Mercado de Pandora”, prendeu 15 pessoas e descobriu um rombo superior a 45 milhões de reais em tributos. Entre os locais onde os mandados foram cumpridos está o município de Mafra, em Santa Catarina, além de outras cidades do Sul e Sudeste do país.
De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, a organização criminosa criava empresas de fachada, conhecidas como “noteiras”, para emitir notas fiscais frias. Essas empresas eram abertas em nome de “laranjas” e serviam para dar aparência legal a vendas online de smartphones, realizadas principalmente em marketplaces. Após atingir alto volume de transações, cada empresa era rapidamente inativada e substituída, mantendo o ciclo de fraudes e dificultando o rastreio contábil.
Como parte da operação, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores que somam 227 milhões de reais. Durante o cumprimento dos 44 mandados de busca e apreensão, uma pessoa foi presa em flagrante por porte de munições de calibre restrito e um simulacro de arma de fogo também foi apreendido. O Gaeco ainda apura crimes de organização criminosa, sonegação fiscal, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
Em Mafra, a ação chamou atenção de moradores e reforçou a importância do combate a fraudes fiscais que prejudicam a arrecadação e a concorrência justa no comércio. O processo segue em sigilo de Justiça, mas as autoridades afirmam que a investigação deve continuar para identificar todos os envolvidos e recuperar parte dos valores sonegados.







