Fake news e nova regra derrubam volume de transações via Pix

O volume de transações via Pix registrou a maior queda desde sua criação, em novembro de 2020. Nos primeiros 14 dias de janeiro de 2025, foram realizadas 2,22 milhões de transferências, representando uma redução de 15,3% em relação ao mesmo período de dezembro. Essa diminuição coincide com a circulação de notícias falsas sobre a taxação do Pix e as novas exigências de declaração à Receita Federal para transações acima de R$ 5 mil.

Segundo o Banco Central, embora janeiro costume apresentar queda no volume de operações, este ano a redução foi a mais significativa. A tendência de alta observada entre agosto e dezembro de 2024 foi interrompida, impactando o número de transferências instantâneas. Apesar disso, na comparação anual, o volume de janeiro de 2025 ainda é 30,57% maior que o de 2024, evidenciando o crescimento do sistema.

Especialistas reforçam que as novas regras visam apenas transparência fiscal, sem implicar tributos sobre as transferências. A Receita Federal e o Banco Central seguem desmentindo as fake news que geraram desconfiança entre os usuários. Campanhas de conscientização buscam restaurar a confiança no Pix, que se consolidou como um dos principais meios de pagamento do país.

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Publicado em:

17/01/2025

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