A população de Santa Catarina vive uma escalada de risco com o crescimento de casos da esporotricose, doença fúngica que atinge principalmente gatos mas pode ser transmitida a pessoas. Autoridades de saúde relatam que o aumento da circulação de felinos na rua e a falta de conscientização sobre os sintomas têm favorecido a disseminação da infecção.
Segundo dados de municípios como Itajaí, entre 2022 e maio de 2025 foram notificados 177 casos suspeitos em humanos — destes, 73 confirmados — e 515 notificações em gatos, com 322 diagnósticos positivos. A evolução do quadro felino é alarmante: os casos confirmados em gatos saltaram de 19, em 2022, para 119 em 2024.
Profissionais de saúde recomendam que tutores e a população em geral redobrem os cuidados: gatos com feridas — especialmente nos focinhos, patas ou orelhas — devem ser levados imediatamente ao veterinário. O contato com secreções ou arranhões de animais infectados deve ser evitado, e é aconselhável manter os felinos em ambiente doméstico sempre que possível.
As autoridades reforçam que, para controle da doença, além do diagnóstico e tratamento dos animais, é essencial conscientizar a população sobre os riscos. A colaboração comunitária, o manejo responsável dos gatos e a busca por atendimento ao primeiro sinal de lesões são fundamentais para frear a disseminação da esporotricose.







