Os Correios registraram um prejuízo de R$ 1,7 bilhão nos três primeiros meses de 2025, o pior resultado trimestral da estatal desde 2017. A crise financeira da empresa acendeu um alerta no Congresso, com denúncias de salários pagos com atraso, funcionários sem direito a férias por falta de recursos e dificuldades nas entregas. Desde que o advogado Fabiano Silva dos Santos assumiu a presidência da estatal, os prejuízos acumulados passam de R$ 3 bilhões, só em 2024.
Diante do cenário, parlamentares iniciaram articulações para abrir uma CPI dos Correios. O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) afirma que a situação é parecida com o caso do INSS e acusa o governo de má gestão e corrupção. No entanto, o pedido precisa reunir 174 assinaturas e enfrenta uma “fila” de outras 12 CPIs aguardando instalação. Pelo regimento da Câmara, apenas cinco podem funcionar ao mesmo tempo. A tramitação também pode ser prejudicada pelo ritmo lento do Legislativo em junho, devido às festas juninas e à proximidade do recesso de julho.
No Senado, o movimento é semelhante. O senador Márcio Bittar (União Brasil-AC) também defende uma CPI para investigar os Correios, especialmente após a suspensão da Lei das Estatais, que teria facilitado o retorno de indicações políticas. Já a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) propôs que o TCU apure o rombo de R$ 2,6 bilhões de 2024, além de possíveis patrocínios milionários, débitos com fornecedores e a desistência de ações judiciais que poderiam recuperar recursos para a empresa.







