Cigarrinha recua em SC, mas produtores precisam manter o monitoramento

Santa Catarina registrou, pela segunda semana seguida, uma redução no número de cigarrinha-do-milho, com uma média de 80 insetos por armadilha. De acordo com a Epagri, essa redução é um sinal positivo, pois a safra principal já foi colhida e a “safrinha” está em fase avançada de desenvolvimento. Como as plantas já passaram pelo período de maior vulnerabilidade, os especialistas acreditam que os danos na produtividade final serão mínimos. No entanto, cidades como Jacinto Machado, Caçador e São Miguel do Oeste ainda apresentam alta incidência da praga, exigindo atenção contínua.

Apesar da melhora no cenário geral, o Programa Monitora Milho SC detectou a presença frequente de patógenos preocupantes, como o vírus do rayado fino e a bactéria do enfezamento pálido. Este último é capaz de reduzir o rendimento dos grãos e foi confirmado recentemente em municípios como Caxambu do Sul e Guaraciaba. A boa notícia para o setor é a ausência do enfezamento vermelho, considerado um dos problemas mais agressivos para a cultura. Até agora, mais de 1.400 amostras já foram analisadas para garantir um diagnóstico preciso da saúde das plantações catarinenses.

Para evitar que o problema se arraste para as próximas colheitas, a recomendação é que os agricultores foquem no manejo pós-colheita. É essencial eliminar o “milho tiguera” — aquelas plantas voluntárias que nascem sozinhas no campo — e regular corretamente as máquinas para evitar o desperdício de grãos, que servem de alimento e abrigo para a praga. A pesquisadora Maria Cristina Canale, da Epagri, reforça que a convivência com a cigarrinha agora faz parte da realidade do campo e exige a participação ativa de todos os produtores no controle.

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Publicado em:

14/04/2026

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