Acusado de mandar matar Lezan segue em prisão domiciliar; julgamento será em outubro

Foto: Arquivo PNN

Luiz Alberto Benso, acusado de ser um dos mandantes do assassinato do ex-policial militar, Sérgio Roberto Lezan, cumpre prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica desde outubro de 2024.

O crime, ocorreu em 2022. Benso, que já havia conseguido prisão domiciliar em 2023, retornou à cadeia após decisão do Tribunal de Justiça, mas voltou ao regime domiciliar meses depois.

Benso é um dos sete envolvidos no processo. Segundo a denúncia do Ministério Público, ele teria financiado a execução do crime, motivado por vingança, por acreditar que Lezan fornecia drogas à sua filha, que foi encontrada morta em 2017.

Outros acusados também teriam razões pessoais, como Daniel Pereira, que afirmou que Lezan agrediu seu pai no passado. Os executores do crime, segundo o MP, foram Adriano Cordeiro e Samuel de Carvalho.

Samuel, um dos réus, deu detalhes sobre o planejamento e execução do assassinato, ligando diretamente os supostos mandantes ao crime. Relatos, provas técnicas e movimentações financeiras ajudaram a polícia a montar o quebra-cabeça. Benso nega qualquer envolvimento e afirma que mantinha boa relação com Lezan, inclusive com projetos comerciais em andamento com a prefeitura de Major Vieira.

Na sexta-feira, 20 de junho, mais uma audiência foi realizada no Fórum de Canoinhas. O juiz Eduardo Veiga Vidal segue reunindo elementos para preparar o caso para julgamento pelo tribunal do júri. A expectativa é de que os cinco acusados de envolvimento direto com o homicídio sejam levados a julgamento em outubro.

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Publicado em:

23/06/2025

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