O fenômeno El Niño deve continuar ganhando força até o fim de 2026 e permanecer intenso nos primeiros meses de 2027. De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, a NOAA, há 83% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade histórica entre outubro e dezembro deste ano. A agência também aponta uma probabilidade superior a 83% de que o El Niño permaneça forte ou muito forte entre janeiro e março de 2027.
Nos Estados Unidos, as projeções indicam maior probabilidade de temperaturas acima da média em áreas do Norte do país durante o inverno, entre dezembro e fevereiro. Para as chuvas, a previsão aponta volumes acima da média em regiões do Sul e do Leste norte-americano. A NOAA ressalta que os efeitos variam conforme a região e que as projeções indicam tendências, sem garantir a ocorrência de eventos específicos.
No Brasil, o El Niño aumenta a probabilidade de chuvas acima da média na Região Sul, embora os impactos dependam da época do ano e das condições atmosféricas. Em outubro, episódios de chuva intensa já provocaram transtornos em diferentes estados, incluindo alagamentos, deslizamentos e elevação do nível de rios. No Paraná, algumas estações meteorológicas registraram, nos primeiros 12 dias do mês, volumes de chuva superiores à média histórica de outubro.
Em Santa Catarina, a possibilidade de um El Niño intenso reforça a importância do monitoramento meteorológico, especialmente diante do risco de períodos com chuva volumosa. No entanto, os episódios recentes não podem ser atribuídos diretamente ao fenômeno sem uma análise específica. A confirmação dos impactos esperados depende das previsões sazonais para o Sul do país e do acompanhamento das condições climáticas nas próximas semanas.







