O Tribunal de Justiça de Santa Catarina condenou Jeferson Cardozo, candidato a deputado estadual, a 4 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão, em regime inicial semiaberto, além do pagamento de 21 dias-multa, pelo crime de corrupção ativa. A decisão foi tomada por unanimidade pela 3ª Câmara Criminal do TJSC, em processo relacionado a uma operação realizada em Jaraguá do Sul, que investigou possíveis irregularidades em autoescolas e na obtenção da carteira de habilitação.
As investigações apuravam suspeitas de venda ou facilitação de aprovações em exames de trânsito e também envolveram agentes públicos. O Ministério Público recorreu de uma decisão de primeira instância que havia absolvido Jeferson. No julgamento do recurso, o Tribunal deu parcial provimento à acusação e condenou o candidato por corrupção ativa continuada. A decisão manteve, porém, a absolvição em relação ao crime de organização criminosa.
Em entrevista à Studio FM, Jeferson afirmou que vai recorrer da condenação e que sua defesa deverá apresentar embargos. O candidato disse acreditar que a decisão não impedirá a continuidade de sua campanha eleitoral. Ele também questionou o momento do julgamento, realizado próximo ao período eleitoral, e afirmou considerar que está sendo vítima de perseguição. Segundo Jeferson, em determinado momento do processo, “tentaram armar uma cama de gato” contra ele.
Durante a entrevista, Jeferson também citou uma ação judicial em que obteve indenização de 10 mil reais contra o Estado de Santa Catarina por danos morais relacionados ao vazamento e à divulgação de uma fotografia feita durante sua prisão preventiva, em 2019. A condenação criminal ainda poderá gerar discussão na Justiça Eleitoral, mas não significa, automaticamente, impedimento à candidatura. A situação dependerá dos recursos, do momento processual e da análise da legislação eleitoral e da Justiça Eleitoral.







