O Indicador de Clima Econômico da América Latina, o ICE, voltou a subir no segundo trimestre de 2026, interrompendo a retração registrada no início do ano. Segundo a Fundação Getulio Vargas, o índice avançou 10,7 pontos e chegou a 83,7 pontos. Mesmo com a melhora, o indicador permanece abaixo de 100 pontos, nível que separa um cenário econômico considerado favorável de um ambiente desfavorável.
A Argentina foi o principal destaque do período, com alta de 54,8 pontos, alcançando 123,1 pontos e passando a liderar o indicador na região. A Colômbia também apresentou recuperação, com avanço de 27 pontos, chegando a 93,7. Já o Brasil teve uma melhora mais moderada, de 4,7 pontos, e alcançou 76,9 pontos.
De acordo com a FGV, o resultado brasileiro foi influenciado principalmente pela cautela em relação às expectativas para os próximos seis meses. O indicador considera tanto a percepção sobre a situação econômica atual quanto as perspectivas futuras. O México foi a única entre as principais economias analisadas a registrar queda, recuando 3,2 pontos, para 56,9.
Apesar da melhora no clima econômico, a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto da América Latina em 2026 permaneceu em 1,9%, mesmo nível previsto no primeiro trimestre. A FGV aponta que houve revisões diferentes entre os países, com Brasil e Colômbia apresentando ajustes positivos, enquanto Chile e Bolívia tiveram as maiores revisões para baixo.






