O Ministério Público de Santa Catarina pediu à Justiça a indisponibilidade de bens do prefeito de Timbó Grande, Ari José Galeski, e do ex-prefeito Valdir Cardoso dos Santos, no âmbito da Operação Gaiola Digital. A medida faz parte de uma ação cautelar que investiga supostos crimes contra a administração pública, como corrupção, fraude em licitações e organização criminosa. Para os dois gestores, o Ministério Público solicita o bloqueio de bens no valor de R$ 449.259,99.
Segundo a investigação, o valor corresponde a contratos firmados pelo município com uma empresa fornecedora de sistemas de gestão pública. O Ministério Público aponta suspeitas sobre contratos assinados em 2015 e renovados nos anos seguintes. Galeski afirmou que não era prefeito quando o primeiro contrato foi celebrado, mas confirmou que renovou o acordo ao assumir o cargo em 2017. Já Valdir Cardoso dos Santos renovou o contrato em 2021 e, posteriormente, realizou uma nova licitação em 2022, vencida pela mesma empresa.
O pedido de indisponibilidade de bens ainda será analisado pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina e não representa condenação. Os investigados terão direito à ampla defesa e ao contraditório durante o processo. Em declaração, o prefeito Ari Galeski informou que soube da inclusão de seu nome pela imprensa, afirmou que seus bens não foram bloqueados e disse que a prefeitura atendeu a uma solicitação do Gaeco, encaminhando mais de mil páginas de documentos relacionados aos contratos investigados.







