O Planalto Norte registrou 166 casos de violência contra a mulher entre janeiro e junho deste ano. Os registros incluem ameaças, agressões, descumprimento de medidas protetivas, tentativas de feminicídio e feminicídios consumados. O número de ocorrências passou de oito casos em janeiro para 32 em junho, um aumento de 300% no período. Março foi o mês com mais registros, somando 45 casos, o equivalente a cerca de 27% de todas as ocorrências do primeiro semestre.
Os dados mostram que muitas ocorrências seguem um mesmo padrão. De acordo com os relatos das vítimas, as agressões costumam acontecer após o fim de relacionamentos, motivadas por ciúmes ou pela recusa em retomar a convivência. O consumo de bebidas alcoólicas ou drogas pelos agressores também aparece com frequência nos atendimentos. Além da violência física e das ameaças, são comuns casos de destruição de móveis, veículos, portas e janelas. Em diversas situações, os suspeitos fogem antes da chegada da Polícia Militar.
Diante do aumento dos casos, entidades e organizações da região de Canoinhas intensificaram ações de conscientização e prevenção, incluindo campanhas voltadas ao público masculino. Em todo o estado, o Mapa do Feminicídio do Ministério Público aponta o registro de 326 feminicídios entre 2020 e 2024. O levantamento mostra que quase 69% das vítimas já tinham histórico de violência e mais de 76% dos crimes aconteceram dentro de casa. Já o Observatório da Violência Contra a Mulher de Santa Catarina informa que, até maio de 2026, foram registrados 23 feminicídios no estado, cinco a mais do que no mesmo período do ano passado.







