Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas, o GAECO, mira um grupo suspeito de movimentar cerca de R$ 100 milhões por meio de um esquema de venda fictícia de rebanhos. As prisões ocorreram na terça-feira, 10, nos municípios de Palhoça e Joinville. A investigação começou no Rio Grande do Sul e apura crimes de lavagem de dinheiro.
De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, os investigados simulavam atividades agropecuárias para dar aparência legal a recursos de origem ilícita. O grupo arrendava propriedades rurais e utilizava pessoas como “laranjas” para emitir notas fiscais e Guias de Trânsito Animal, documentos exigidos para a movimentação de rebanhos.
Apesar da grande quantidade de documentos emitidos, as autoridades não encontraram comprovação da existência dos animais negociados. Segundo os investigadores, a movimentação financeira era sustentada por operações fictícias, utilizadas para ocultar a origem do dinheiro.
As apurações contaram com o uso de drones para monitorar as propriedades rurais envolvidas. As imagens confirmaram a ausência de gado nos locais fiscalizados. Conforme o Ministério Público, o esquema pode envolver até 25 pessoas, e as investigações continuam para identificar todos os participantes e esclarecer a extensão das irregularidades.







