Falta de caminhoneiros preocupa setor de transporte no Brasil e em Santa Catarina

O Brasil perdeu cerca de 1 milhão e 200 mil caminhoneiros na última década, e Santa Catarina acompanha essa tendência de queda. A profissão enfrenta envelhecimento da mão de obra e pouco interesse das novas gerações. Em 2025, o Setransc informou que até 8 mil caminhões ficaram parados no estado por falta de motoristas, gerando prejuízo mensal estimado em 30 milhões de reais.

De acordo com o Setcesp, a redução no número de profissionais é resultado de aposentadorias, migração para outras áreas e desinteresse dos jovens. Atualmente, menos de 20% dos caminhoneiros têm menos de 30 anos, enquanto quase metade já ultrapassa os 45. Dados do Caged mostram que, em Santa Catarina, a maioria dos trabalhadores com carteira assinada está na faixa entre 30 e 49 anos.

Além da escassez de mão de obra, o setor também enfrenta alta rotatividade. O índice chega a 97,5% nas empresas, com tempo médio de permanência de apenas 14 meses. A rotina intensa e as condições de trabalho estão entre os principais fatores que afastam novos profissionais, como longos períodos fora de casa, estradas em más condições e falta de estrutura adequada para descanso.

Mesmo diante das dificuldades, alguns motoristas seguem na profissão. É o caso de trabalhadores que passam meses viajando pelo país, enfrentando jornadas extensas e desafios diários. Especialistas alertam que a falta de descanso adequado pode aumentar o risco de acidentes, reforçando a necessidade de melhores condições de trabalho para garantir segurança nas estradas e atrair novos caminhoneiros.

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Publicado em:

23/04/2026

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