Santa Catarina registrou, no segundo trimestre de 2026, a menor taxa de desemprego entre todos os estados brasileiros. Segundo dados da PNAD Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o índice ficou em 2,1% entre abril e junho. No Brasil, a taxa foi de 5,4%. O resultado representa uma melhora em relação ao primeiro trimestre, quando Santa Catarina tinha registrado 2,7% de desocupação.
A taxa catarinense também é reflexo de um mercado de trabalho com elevado nível de formalização. No primeiro trimestre deste ano, 86,7% dos empregados do setor privado no estado tinham carteira assinada, o maior percentual entre as unidades da Federação. A taxa de informalidade era de 25,4%, uma das menores do país.
O economista Carlos Santos explica que a taxa de desemprego considera as pessoas que não tinham trabalho, mas estavam procurando uma ocupação e disponíveis para começar. Por isso, o indicador precisa ser analisado junto com outros dados, como nível de ocupação, informalidade e subutilização da força de trabalho. Santa Catarina também havia registrado, no primeiro trimestre, a menor taxa de subutilização do país, com 4,7%.
No cenário nacional, a taxa de desocupação de 5,4% foi a menor para um segundo trimestre desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012. O país tinha cerca de 5,9 milhões de pessoas desocupadas entre abril e junho. A taxa caiu em 13 das 27 unidades da Federação, mas as diferenças regionais continuam expressivas. Enquanto Santa Catarina registrou 2,1%, o Amapá teve a maior taxa, com 9,8%.






