Lideranças dos caminhoneiros decidiram aguardar a publicação oficial das medidas prometidas pelo governo federal antes de definir uma possível greve nacional. Em reunião realizada na quarta-feira, 18, a categoria indicou que só a formalização das propostas vai confirmar se as reivindicações foram atendidas.
O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores, Wallace Landim, conhecido como Chorão, afirmou que, sem acordo efetivo, a paralisação pode ser “igual ou maior” à de 2018, envolvendo motoristas autônomos, celetistas e também de aplicativos. Segundo ele, a situação enfrentada pela categoria em 2026 é semelhante à de oito anos atrás, quando o país registrou desabastecimento.
Um dos principais pontos de impasse é o cumprimento do piso mínimo do frete. O ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciou uma regulamentação mais rígida, que prevê até a suspensão cautelar de empresas e transportadores que descumprirem as regras, antes mesmo da conclusão de processos administrativos. A medida busca impedir irregularidades que hoje acabam sendo tratadas apenas como custo operacional.
Além disso, o aumento do preço do diesel segue pressionando o setor. Mesmo com a redução de impostos federais, o valor subiu nos postos após reajuste nas distribuidoras. A categoria também cobra definições sobre pedágios e fiscalização nas estradas. Uma nova reunião está marcada para quinta-feira, 19, e pode ser decisiva para confirmar ou não a paralisação.