A transição para o fenômeno climático El Niño já começa a se formar, mas seus efeitos ainda não devem ser sentidos de forma imediata no Brasil. Um relatório da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, dos Estados Unidos, aponta que já existem condições de El Niño costeiro, que tem provocado chuvas intensas no Peru e no Equador.
A previsão é de que, até maio, o Oceano Pacífico Equatorial apresente um aquecimento mais significativo das águas. Com isso, o fenômeno deve se consolidar nos meses seguintes e passar a influenciar de forma mais clara o clima em várias regiões da América do Sul, incluindo o Brasil.
Especialistas alertam que o El Niño pode provocar mudanças no regime de chuvas e nas temperaturas. No Sul do país, por exemplo, a tendência é de maior volume de chuva, com possibilidade de temporais, granizo, vendavais e até eventos tornádicos, principalmente a partir da metade do ano.
Além dos impactos no clima, o fenômeno também pode afetar a economia. Segundo economistas, alterações nas condições climáticas podem reduzir a produtividade agrícola e diminuir a oferta de alimentos. Com menor produção e demanda constante, a tendência é de aumento nos preços, especialmente de produtos como grãos e algumas frutas, o que pode pressionar a inflação dos alimentos.






