Alimentação artificial no inverno ajuda a manter colmeias vivas e produtivas

Com a chegada do inverno e a queda das temperaturas, os apicultores precisam redobrar os cuidados com as colmeias. A escassez de flores nessa época reduz drasticamente a oferta de néctar e pólen, tornando fundamental a alimentação artificial para garantir a sobrevivência das abelhas até a primavera. Segundo Rodrigo Durieux Cunha, chefe da Divisão de Estudos Apícolas da Epagri, no frio as abelhas saem menos da colmeia, dependendo dos estoques deixados no outono. Se esses estoques forem insuficientes, é necessário que o apicultor complemente a dieta.

A alimentação artificial no inverno pode ser proteica, quando há falta de pólen, ou energética, quando há escassez de mel. A proteica é feita com misturas de açúcar, proteína de soja, levedura de cerveja e própolis, formando pastas ou “bifes” colocados dentro da colmeia. Já a energética é feita com xarope de açúcar e limão, açúcar VHP ou até blocos de açúcar com amido e mel, sempre oferecidos de forma controlada para evitar desperdício e garantir o aproveitamento pelas abelhas.

Entre as fórmulas sugeridas pela Epagri estão a ração proteica à base de açúcar e proteína de soja, e o xarope de manutenção com açúcar, água, limão e própolis. Também há o “tijolinho” de açúcar para colmeias fracas ou novos núcleos. O consumo médio anual por colmeia de alta produtividade é de 1 a 1,5 kg de proteína e de 8 a 10 kg de açúcar ou derivados.

Para conferir a receita completa dos insumos, basta acessar o site oficial da Epagri. Manejo das abelhas no inverno: alimentação artificial garante sobrevivência das colmeias e boa produção na primavera – BLOG-Epagri

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Publicado em:

12/08/2025

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