Mais de dois meses após o Ministério Público Federal (MPF) recomendar a reaplicação do Enem 2024 em Mafra (SC), o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso. A recomendação, feita em 27 de fevereiro, aponta que regras do edital foram desrespeitadas durante a aplicação da prova, prejudicando candidatos que não puderam sair com o caderno de questões dentro do horário permitido. O Inep tinha 30 dias úteis para responder à solicitação, mas até agora não deu retorno público.
Segundo o MPF, o impedimento feriu o princípio da isonomia, já que os estudantes utilizam o caderno para conferência e revisão de conteúdo, inclusive para outros exames como vestibulares. O procurador da República Carlos Augusto de Amorim Dutra afirmou que, mesmo após a denúncia, o Inep não tomou providências para reparar o erro. Diante disso, o órgão recomendou a reaplicação da prova em Mafra, conforme determina o edital do exame.
O MPF informou que o caso ainda está sob análise e não há definição sobre os próximos passos. A recomendação afeta diretamente os mais de 1.100 estudantes que fizeram a prova em Mafra no dia 3 de novembro, muitos dos quais relataram a irregularidade à imprensa local. Enquanto isso, cresce a cobrança por respostas do Inep e do Ministério da Educação (MEC), que até agora se mantêm em silêncio.



