Um homem foi condenado a 36 anos de reclusão em regime fechado por feminicídio e furto qualificado, em um julgamento realizado na última semana na Comarca de Canoinhas. O crime ocorreu na noite de 26 para 27 de novembro de 2023, quando o réu, na presença do filho de três anos da vítima, asfixiou sua ex-companheira enquanto ela dormia. Após o homicídio, ele furtou um veículo, um celular e R$ 3.000,00 em dinheiro pertencentes à vítima, deixando a criança com o corpo da mãe até que fosse encontrada pela avó na manhã seguinte.
A denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) descreve o réu como um homem que, após se apresentar como deficiente e conquistar a confiança da família da vítima, iniciou um relacionamento que terminou quando a mulher descobriu a farsa. Insatisfeito com o término, ele cometeu o crime brutal e ainda ameaçou a criança. O Promotor de Justiça João Augusto Pinto Lima afirmou que o crime é um exemplo claro de violência doméstica e reiterou a necessidade de punições severas para atos como este.
Além da condenação, o juiz fixou em R$ 100 mil o valor mínimo para reparação dos danos à família da vítima, e a execução da pena foi determinada de forma imediata, sem direito de apelação em liberdade. O Conselho de Sentença, composto inteiramente por mulheres, simboliza um importante passo na luta contra a violência de gênero e pela igualdade entre homens e mulheres, conforme destaca o MPSC.







