Numa ocorrência de trânsito registrada em Bela Vista do Toldo nesta semana, um policial militar, que estava com a câmera ligada, abordou um motorista cujo veículo apresentava pendências documentais, tornando-o irregular para circulação. A abordagem seguiu os trâmites legais, com a determinação de autuação e posterior remoção do automóvel para o pátio conveniado.
No entanto, a situação tomou novos contornos com a chegada do prefeito da cidade, Carlinhos Schissl (MDB), que é parente do condutor. O chefe do Executivo municipal tentou intervir para evitar que o veículo fosse guinchado, solicitando que a medida não fosse executada. O policial manteve-se firme na aplicação da lei, afirmando que a multa seria aplicada conforme previsto no Código de Trânsito Brasileiro.
Durante o episódio, o motorista demonstrou indignação e chegou a proferir insultos contra a guarnição policial, chamando a viatura de “merda” – o que configura desacato à autoridade.
Durante a discussão, a polêmica se intensificou quando o prefeito Schissl declarou que acionaria superiores da corporação para solicitar a transferência do policial para outra cidade. Em meio à discussão, o prefeito teria afirmado que “quem manda na cidade é ele”.
A atitude do prefeito levanta questionamentos sobre a tentativa de interferência no trabalho da polícia militar. O veículo foi recolhido ao pátio e o motorista recebeu voz de prisão e foi conduzido à delegacia de polícia para os procedimentos legais cabíveis.
O caso repercute nas redes sociais e pode ter desdobramentos junto às autoridades competentes.






