O grave acidente ocorrido na última sexta-feira (16), em Irineópolis, no Planalto Norte de Santa Catarina, que resultou na morte de cinco jovens, trouxe novamente à tona os riscos enfrentados diariamente pelos motoristas na BR-280. A rodovia federal, que liga São Francisco do Sul a Dionísio Cerqueira, na fronteira com a Argentina, atravessa o Estado em um trecho de 309 dos seus 640 quilômetros totais. De janeiro a março deste ano, foram registrados 220 acidentes e 11 mortes apenas no trecho catarinense, conforme dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Segundo Alexandre Castilho, da equipe de comunicação da PRF em Santa Catarina, a BR-280 combina fatores que contribuem para a ocorrência frequente de acidentes graves: falta de duplicação, traçado sinuoso, trechos com características urbanas e tráfego intenso de veículos pesados. Os tipos de acidentes são diversos, desde colisões com incêndios, como o que vitimou duas dançarinas em maio, até atropelamentos, como o ocorrido em abril. O acidente mais grave deste ano, até agora, envolveu a colisão lateral entre um carro e um caminhão, matando Thiago Vanderlei Bay, Gustavo Francisco de Aguiar Franco, André Luiz Javorivski Palmiro, Gabriel Elaercio Lubanski e Jonar Augusto Gerber.
Para tentar conter o número de tragédias, a PRF aposta em ações de fiscalização, educação no trânsito, uso de tecnologia e parcerias com outros órgãos. Castilho ressalta, porém, que a redução duradoura nos índices de acidentes depende também da conscientização dos motoristas e de investimentos em infraestrutura. A especialista em Segurança do Trânsito, Marcia Pontes, aponta ainda que a imprudência e a negligência com a manutenção dos veículos são fatores de risco. Ela recomenda que os condutores adotem medidas preventivas, como revisar os veículos regularmente, respeitar os limites de velocidade e evitar ultrapassagens perigosas, para tornar a BR-280 uma estrada menos letal.







