O governo federal deve decidir nos próximos semanas se aumenta ou não a mistura obrigatória de etanol na gasolina, que pode passar dos atuais trinta para trinta e dois por cento.
De acordo com declarações do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a proposta será avaliada pelo Conselho Nacional de Política Energética.
A proposta de aumentar a mistura considera a situação no Oriente Médio, que tem pressionado os preços do petróleo em todo o mundo.
Por isso, terá um caráter excepcional e temporário, com validade inicial de cento e oitenta dias, podendo ser renovada por igual período dependendo das condições do mercado internacional.
De acordo com os cálculos do Ministério, elevar o teor de álcool na mistura tem o potencial de reduzir a importação de gasolina em 500 milhões de litros por mês.
Esse volume seria suficiente para zerar a dependência brasileira de combustível importado, protegendo o mercado interno de variações bruscas nos preços dos derivados fósseis.
Se aprovada, a medida deve entrar em vigor logo após a deliberação do conselho.







