Tecnologia no campo impulsiona pecuária e fortalece produção no Planalto Norte

O sucesso da pecuária de corte e de leite está diretamente ligado à qualidade das pastagens. Estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária mostram que práticas como o pastejo rotacionado, a análise de solo e o uso de calcário permitem aumentar a produção com menor custo e preservação ambiental. Atualmente, cerca de 64 por cento dos produtores já utilizam o sistema de rodízio de piquetes, mas especialistas apontam que ainda há espaço para ampliar o uso de tecnologias no campo.

O pastejo rotacionado consiste na divisão da área de pastagem em pequenos piquetes, onde o gado é manejado de forma alternada. Diferente do sistema contínuo, essa técnica permite a recuperação do solo e do capim, garantindo alimento de melhor qualidade para os animais. Em propriedades que adotam esse modelo aliado a outras práticas, a produção de leite pode chegar a dobrar, além de aumentar a vida útil das pastagens.

No Planalto Norte catarinense, o destaque vai para a região de Canoinhas, que ocupa a oitava posição no ranking estadual de produção de leite, com mais de 75 mil litros anuais, segundo o Observatório Agro Catarinense. Para manter esse desempenho, a Epagri tem investido em projetos que transformam áreas antes pouco produtivas em pastagens eficientes, com o uso de cultivares adaptadas ao clima local, capazes de produzir até 12 toneladas de massa seca por ano.

Além do aumento na produtividade, o manejo adequado também garante novas fontes de renda ao produtor. Um exemplo é o sistema de Caíbas, conhecido como pastagem dentro da floresta, que utiliza árvores nativas como a araucária e a erva-mate para sombreamento e produção complementar. A técnica já vem sendo aplicada em municípios como Mafra, Major Vieira e Três Barras, fortalecendo a agricultura familiar e garantindo alimento de qualidade ao rebanho durante todo o ano.

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Publicado em:

08/04/2026

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