O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, autorizou a quebra de sigilo telefônico e o rastreamento da localização do celular do senador Jaques Wagner, do PT da Bahia, no âmbito das investigações da Operação Compliance Zero. A decisão, cujo sigilo foi retirado na quinta-feira, 30, foi motivada pela suspeita de que informações sobre a operação teriam vazado antes do cumprimento das medidas da Polícia Federal.
De acordo com a investigação, a Polícia Federal solicitou o monitoramento remoto do aparelho por dez dias para evitar que uma abordagem presencial levantasse suspeitas e comprometesse a apuração. A suspeita de vazamento surgiu após um dos investigados pedir uma audiência ao gabinete do ministro no mesmo dia em que a Polícia Federal protocolou os pedidos da operação, antes mesmo da distribuição formal de parte das representações.
A investigação apura suspeitas de pagamentos de vantagens indevidas envolvendo o Banco Master. Segundo a Polícia Federal, há indícios de repasses por meio da aquisição de um imóvel e de contatos frequentes entre o senador e pessoas ligadas ao banco. Após a deflagração da operação, em junho, Jaques Wagner também tentou vender um terreno avaliado em 15 milhões de reais, mas a negociação foi impedida por decisão judicial que havia determinado o bloqueio de seus bens. Quando a operação foi realizada, o senador negou qualquer favorecimento ao banqueiro investigado.







