Em meio às celebrações do Dia Mundial de Combate à Poliomielite, Santa Catarina enfrenta um desafio preocupante: o estado não consegue atingir a meta de 95% de cobertura vacinal em crianças menores de 5 anos desde 2017. A baixa imunização coloca a população em risco de reintrodução da doença, erradicada no estado desde 1989. Arieli Fialho, gerente de doenças infecciosas agudas e imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), ressalta que a globalização e o fluxo internacional aumentam o risco da doença voltar ao Brasil, caso a vacinação continue abaixo do ideal.
Em 2023, a cobertura vacinal em Santa Catarina alcançou 91,81%, ainda abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde. Segundo Arieli, o índice acumulado até agosto deste ano é de 87%, com esforços sendo realizados para melhorar esses números até o final de 2024. Ela destaca que, embora a vacinação contra a poliomielite seja oferecida gratuitamente durante todo o ano nos postos de saúde dos 295 municípios do estado, a adesão ainda precisa melhorar para garantir a proteção completa das crianças.
A vacinação contra a poliomielite inclui um esquema de doses injetáveis, com a primeira aplicação aos dois meses de idade, seguida por doses aos quatro e seis meses, e um reforço aos 15 meses. Arieli lembra que a única forma de prevenção contra a paralisia infantil é a vacinação, e que pais e responsáveis devem procurar as unidades de saúde para garantir a imunização de seus filhos, especialmente aqueles que estão com o esquema vacinal atrasado.






