Santa Catarina vive o pior ano da sua história em relação à dengue, com 329 mortes confirmadas pela doença até agosto de 2024, e outros 21 óbitos ainda em investigação. O número de mortes já ultrapassa em mais de três vezes o total registrado em 2023. Além disso, os casos prováveis de dengue no estado tiveram um aumento alarmante de 165% em comparação ao ano anterior, com mais de 366 mil registros. Biólogos da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE/SC), destacam que, apesar das temperaturas baixas, o mosquito Aedes aegypti continua se proliferando, favorecido por dias de inverno com temperaturas mais amenas.
O aumento dos focos do mosquito Aedes aegypti preocupa as autoridades, que registram mais de 49 mil focos em 285 dos 295 municípios catarinenses. A proliferação do mosquito tem sido favorecida pelas condições climáticas atípicas, com invernos mais quentes, que permitem ao vetor da dengue, zika e chikungunya se espalhar até em regiões tradicionalmente mais frias do estado. A DIVE/SC alerta para a importância das campanhas de combate ao mosquito, como a de recolhimento de pneus, que já recolheu mais de 50 mil unidades em 68 municípios no primeiro semestre de 2024.
A campanha de recolhimento de pneus, organizada pela DIVE em parceria com o Instituto do Meio Ambiente (IMA), está com inscrições abertas até 9 de setembro para os municípios interessados em participar. A iniciativa busca reduzir os reservatórios de água parada, que são ambientes propícios para a proliferação do Aedes aegypti, e é vista como uma das principais estratégias para controlar o avanço da dengue em Santa Catarina.







