Servidora denuncia assédio e uso eleitoral na prefeitura de Canoinhas

Uma nova polêmica envolvendo a Prefeitura de Canoinhas veio à tona nesta semana, com a denúncia de assédio moral e uso político da máquina pública por parte de aliados da prefeita Juliana Maciel. Uma servidora que é assistente social lotada na Secretaria de Habitação, registrou um boletim de ocorrência e apresentou uma representação ao Ministério Público Eleitoral (MPE).

Segundo a funcionária, os problemas começaram quando seu superior, o então secretário de Habitação, Carlos Eduardo Vipievski, anunciou sua candidatura a vereador pelo PL, partido da prefeita Juliana Maciel Hoppe. A servidora, cuja irmã também concorre a uma vaga na Câmara Municipal, afirma ter sido excluída de reuniões e tarefas importantes, sendo alvo de comentários desrespeitosos e de uma campanha de isolamento.

“A partir do momento que questionei meu afastamento das atividades, descobri irregularidades eleitorais dentro da secretaria”, relatou a denunciante. A servidora afirma ter comunicado a situação ao substituto de Vipievski, Juliano Seleme, que teria determinado a interrupção dessas práticas. No entanto, com a saída de Seleme e a entrada de uma assessora da prefeita, Daiane, na secretaria, a situação teria se agravado.

“Daiane me disse abertamente que a ordem era usar a máquina pública para fins eleitorais, e que todas as secretarias deveriam fazer o mesmo”, denunciou Mozara. A servidora afirma ter sido alvo de gritos e humilhações por parte da secretária, que a acusou de ter “ideia persecutória”.

Em uma reunião na última terça-feira, 20 de agosto, a tensão entre as duas chegou ao ápice. Daiane teria chamado Mozara de “última farofa do pacote” e a orientado a “ficar no seu lugar”. Diante da situação, a servidora procurou a Justiça para denunciar o caso.

Nota da Prefeitura.

A Prefeitura de Canoinhas, por meio de nota, negou as acusações, destacando os números da Secretaria de Habitação e afirmando que todas as ações são realizadas dentro da legalidade e transparência.

Carlos Eduardo Vipievski, ex-secretário de Habitação, também se manifestou, classificando as acusações como levianas e eleitoreiras. O ex-secretário atribuiu as denúncias à disputa eleitoral e afirmou que sempre atuou com eficiência e transparência durante seu período à frente da pasta.

Juliano Seleme, que substituiu Vipievski, reconheceu a existência da denúncia, mas negou que informações públicas tenham sido repassadas indevidamente a Vipievski.

O caso gerou grande repercussão em Canoinhas, levantando debates sobre assédio moral no serviço público e o uso político da máquina administrativa. A servidora, por sua vez, alega estar sofrendo problemas de saúde em decorrência do estresse causado pela situação.

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Publicado em:

22/08/2024

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