Mensagens trocadas em um grupo de WhatsApp motivaram uma operação da Polícia Civil contra suspeitos de ameaçar de morte o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, do PL. Na manhã desta segunda-feira, 15 de setembro, cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos em cidades de Santa Catarina, Paraíba e São Paulo. Nos diálogos, os investigados falaram em usar uma faca enferrujada e suja, além de coquetel molotov, para atacar o governador.
Segundo a Polícia Civil, um dos suspeitos chegou a afirmar que se encontraria com Jorginho Mello em Benedito Novo, no Vale do Itajaí, na última quinta-feira, dia 11. O governador esteve no município para inaugurar a nova quadra poliesportiva coberta da Escola de Educação Básica Leopoldo Koprowski. Ainda na quinta-feira, a Diretoria de Inteligência identificou o crime e localizou o primeiro suspeito, avançando em seguida para identificar os outros quatro.
Entre os investigados está um servidor público da Prefeitura de Benedito Novo. De acordo com a polícia, ele enviou no grupo a mensagem: “Rapaziada, encontrar-me-ei com o governador do estado de SC”, o que desencadeou outras mensagens de incentivo a ataques. As buscas autorizadas pela Vara de Garantias da Capital ocorreram em Benedito Novo, Campina Grande e Cabedelo, na Paraíba, além de Matão e Álvares Machado, em São Paulo.
A delegada Débora Mariani Jardim, da Diretoria Estadual de Investigações Criminais, explicou que o objetivo foi apreender celulares e outros elementos de prova. O inquérito segue em andamento para esclarecer todos os fatos, em meio ao atual cenário de violência política no país. Nesta segunda-feira, o governador Jorginho Mello cumpre agenda em Brasília, participando de uma sessão solene pelos 50 anos da Secretaria de Articulação Nacional e 30 anos da Procuradoria Especial.







