A Procuradoria-Geral da República pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, a manutenção da prisão preventiva de três ex-dirigentes do INSS investigados por participação em um esquema de descontos ilegais em aposentadorias. Entre eles está o ex-presidente da autarquia, Alessandro Stefanutto, preso pela Polícia Federal em novembro do ano passado durante uma das fases da Operação Sem Desconto.
Na manifestação enviada ao Supremo, a PGR afirma que continuam válidos os motivos que levaram às prisões e que não há razões para revogar as medidas. Segundo o órgão, os investigados teriam favorecido fraudes ligadas à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares, a Conafer, entidade suspeita de realizar descontos indevidos em benefícios de aposentados. Também tiveram a prisão defendida pela Procuradoria o ex-procurador do INSS, Virgílio Antônio Ribeiro, e o ex-diretor de benefícios André Paulo Fidélis.
A defesa de Alessandro Stefanutto negou que ele tenha recebido propina e argumentou ao STF que não existem fundamentos para a continuidade da prisão preventiva. As defesas dos outros investigados também pediram a revogação das detenções. Agora, caberá ao ministro André Mendonça decidir sobre os pedidos. Segundo informações do processo, o relator ainda analisa pelo menos 16 solicitações de liberdade apresentadas por investigados presos desde o fim do ano passado.






