A Polícia Federal prepara um relatório com informações sobre seis ministros do Supremo Tribunal Federal mencionados em conversas e outros conteúdos encontrados no celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O documento é aguardado pelo presidente do STF, ministro Luiz Edson Fachin, que pretende levar o assunto para discussão no plenário da Corte antes do fim de 2026.
Segundo informações divulgadas pelo portal UOL, os ministros mencionados são Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques, André Mendonça, Luiz Fux e Gilmar Mendes. A intenção é que, após uma manifestação da Procuradoria-Geral da República, os integrantes do Supremo decidam conjuntamente como tratar as informações. A simples menção aos nomes não significa envolvimento em irregularidades.
O caso está relacionado às investigações sobre o Banco Master, que enfrentam impasses no Supremo desde setembro. Naquele mês, o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que apontava possíveis conversas entre Vorcaro e Alexandre de Moraes. A Procuradoria-Geral da República questionou a validade do documento, enquanto o plenário do STF iniciou uma discussão sobre a análise conjunta de processos relacionados ao episódio. A votação foi suspensa após um pedido de vista do ministro Flávio Dino.
Outro desdobramento envolve um pedido de Alexandre de Moraes para investigar André Mendonça por suspeitas de abuso de autoridade e improbidade administrativa. Moraes alegou que o colega teria agido por interesses políticos na condução das investigações. Em outubro, a PGR se manifestou contra a abertura da investigação, argumentando que o relatório utilizado como base não teria validade como prova. A discussão ainda aguarda uma decisão do plenário.
Além do caso Master, o STF também tem outros assuntos de repercussão na pauta, incluindo uma disputa sobre o comando da Polícia Federal e o pedido de revisão criminal apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado. A revisão está sob relatoria de Kassio Nunes Marques e será analisada por cinco ministros que não participaram do julgamento original. Entretanto, segundo informações mais recentes, a análise das referências a ministros no caso Master foi adiada para 2027.







