A partir da próxima segunda-feira (31), entra em vigor a nova tabela de preços dos medicamentos em todas as farmácias do país. O reajuste anual segue a normativa número 1 da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), mas o percentual exato do aumento ainda não foi confirmado. De acordo com o economista Pedro Bernardo, ex-gerente-geral de Regulação de Mercado da CMED, a expectativa é que a elevação dos preços varie entre 2,60% e 5,06% em 2025, enquanto no ano anterior o reajuste foi de 4,50%.
O cálculo do aumento é baseado em fatores como produtividade do setor, ajustes de preços relativos e a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) dos últimos 12 meses. Neste ano, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que alterou a base de cálculo do PIS/COFINS, retirando a incidência do tributo sobre o ICMS, também deverá influenciar o teto de preço dos medicamentos.
Para evitar o impacto da alta nos preços, consumidores podem antecipar compras antes da virada do mês. Outra alternativa para economizar é optar por medicamentos genéricos, que, segundo projeções do setor, não devem sofrer reajuste em 2025. Farmácias, drogarias, laboratórios, distribuidores e importadores estão proibidos de vender remédios acima do teto estabelecido pela CMED.
Os consumidores podem consultar a lista de preços máximos permitidos diretamente no portal da CMED, que é atualizada mensalmente. Caso identifiquem cobranças abusivas, podem registrar denúncias ao órgão regulador e ao Ministério Público.







