O Ministério Público de Santa Catarina instaurou uma investigação para apurar um erro ocorrido no Hospital Santa Cruz de Canoinhas, no Planalto Norte do estado. No dia 11 de julho, 11 recém-nascidos receberam, por engano, soro antibotrópico — usado no tratamento de picadas de cobras — no lugar da vacina contra a hepatite B, que deve ser aplicada nas primeiras horas de vida. A Notícia de Fato foi aberta de ofício pela 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Canoinhas, após a veiculação da ocorrência na imprensa.
Segundo o promotor de Justiça Leonardo Lorenzzon, o objetivo inicial é reunir elementos para decidir se o caso será transformado em inquérito civil ou se outras medidas judiciais serão tomadas. De acordo com as informações preliminares, os frascos das duas substâncias teriam aparência semelhante, o que pode ter causado a confusão. Até o momento, nenhum dos bebês apresentou reações adversas ou complicações clínicas, conforme divulgado por veículos locais.
O Ministério Público deu prazo de 10 dias para que o hospital, a Prefeitura de Canoinhas e a Gerência Regional de Saúde apresentem esclarecimentos. Entre os pontos cobrados estão a identificação dos profissionais envolvidos, as medidas adotadas para evitar novas falhas e o estado de saúde das crianças. A vacina contra a hepatite B é essencial na prevenção de doenças graves no fígado, enquanto o soro antiofídico, se administrado sem necessidade, pode provocar reações importantes. O caso gerou grande repercussão e preocupação entre profissionais de saúde e pais da região.







