A Justiça ordenou o bloqueio de bens de 23 agentes públicos em Paulo Frontin, no Paraná. A medida ocorre nesta segunda-feira, 20, após investigações apontarem um esquema de desvio de dinheiro público entre 2017 e 2020. A decisão judicial atende a um pedido do Ministério Público do Paraná e mira nomes como um ex-prefeito e ex-secretários municipais. O valor total da indisponibilidade de bens alcança mais de 1 milhão e 700 mil reais, quantia que corresponde ao prejuízo estimado aos cofres da prefeitura.
Segundo as apurações, iniciadas por uma Comissão Parlamentar de Inquérito local e pelo Ministério Público de Mallet, o esquema era sofisticado. Os envolvidos utilizavam o pagamento indevido de horas extras, vendas de férias e gratificações, além de manipular o sistema bancário para realizar transferências de valores superiores ao que constava nos contracheques dos servidores. Um detalhe que agrava o caso é que parte das verbas desviadas teria origem em recursos federais enviados para o enfrentamento da pandemia de Covid-19.
O Ministério Público pede agora que, além da devolução do dinheiro, os envolvidos sejam punidos com a perda de cargos públicos, proibição de novos contratos com o poder público e pagamento de multas. Os citados ainda possuem prazo legal para apresentar defesa no processo.






