O julgamento do empresário do setor agrícola Luiz Alberto Benso e de Samuel de Carvalho, acusado de participar da execução do assassinato do policial da reserva e ex-secretário de Obras de Major Vieira, Sérgio Roberto Lezan, entrou no segundo dia nesta terça-feira, 28, no Fórum da comarca de Joinville.
No primeiro dia, o julgamento começou com atraso e apenas três testemunhas de defesa foram ouvidas antes da suspensão dos trabalhos, às 20h15.
Lezan foi morto a tiros em junho de 2022, ao deixar o Ginásio Municipal de Esportes de Major Vieira, onde trabalhava após deixar a Secretaria de Obras. Segundo a denúncia do Ministério Público, ele foi atingido por disparos na cabeça, no pescoço e nas costas, morrendo ainda no local. Em junho deste ano, três homens apontados como participantes da execução foram condenados a penas que variam de 12 anos e seis meses a 20 anos de prisão.
Durante o julgamento, a defesa de Luiz Alberto Benso sustenta que a decisão do primeiro júri enfraquece a acusação de que ele teria financiado o crime. Isso porque os jurados rejeitaram a qualificadora de promessa de recompensa, entendendo que não havia provas suficientes de pagamento pela execução. O julgamento foi transferido de Canoinhas para Joinville a pedido do Ministério Público, que alegou que a notoriedade do empresário em Major Vieira poderia influenciar a imparcialidade dos jurados.






